Preto, pobre e suburbano

Esse aqui é o cotidiano de um simples jornalista carioca que mora e circula pra cima e pra baixo na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Mas acaba sempre voltando pra a base, em Bangu - terra onde só os fortes sobrevivem pq é longe pra burro e tem que ter saco pra aturar as idas e vindas...

Terça-feira, Novembro 17, 2009

Já postei contra o horário de verão que só faz bacana feliz? Não. De qualquer já tá postado. Horário de verão é o cão!

Sexta-feira, Novembro 13, 2009

Uma piada: posso postar, mas não posso ver o blógue após ter postado. Ou melhor, posso ver blógue algum que tenha blogspot no endereço.


Há tempos não posto por aqui. Uma série de coisas, viagens, mudanças, e nada registrado no brioso Preto, pobe e suburbano.

Cheguei a escrever algo sobre a cidade, com bem gosto de fazer, sobre a escolha para ser sede dos Jogos Olímpicos de 2016, sob um ponto de vista bem otimista...

Mas foi justamente após a ida a BH no último domingo que resolvi postar aqui. Viagem bate e volta com oito camaradas de uma lista de discussão sobre samba que participo. A realização de uma vontade de criança, que era ir ao Mineirão em um jogo decisivo do Flamengo. Melhor ainda com a vitória do meu time.

A cidade vivia um clima tenso por conta da partida, fomentado pela torcida adversária. Que é mais rival da gente que nós deles. Mas valeu a breve aventura.

Quero crer que voltarei a postar mais por aqui.

Ali, ó, tá a foto com o placar ao fundo. Estava lá, em meio à torcida. A foto, com as arquibacandas da torcida local já vazia era por conta do nosso "castigo" de uma hora dentro do estádio após o fim do jogo. Justamente para evitar confusões.

Tá aí o registro.

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Segunda-feira, Agosto 10, 2009

Há coisa de dez dias se acabaram as primeiras férias em que Vicente encarou trinta curtos dias de férias. Diliça... Peguei as trouxas e vazei com a patroa para o Rio Grande do Sul. Foram alguns dias passando frio, circulando por estradas, visitando algumas cidades, tomando vinho e dormindo até tarde. Vicente quis ir à região das Missões, ali no noroeste gaúcho. Por quê? Porque tô sempre querendo entender um pouco mais dessa josta de país. Conta a história que lá pelos idos do século XVII jesuítas criaram na região 30 colônias (sete são em território brasileiros, os outros ficam pela Argentina e Paraguai), onde os grupos indígenas locais chegaram junto e desenvolveram uma forma de ser meio jesuítica, meio indígena. Algo daquela forma de vida ficou por aquelas terras. Só ruínas restam dessa história e eu queria ir lá ver de perto. Muita pedra, nem tudo preservado, mas rola aquele orgulho já conhecido da galera daquele pedaço do país. No fim das contas gostei da brincadeira.

A outra metade das férias foi pra agradar também a madame. Proposta: serra gaúcha. E lá fomos nós. Gramado era a base pra circular por uma penca de lugares. A cidade parece cenográfica. Fiz aqueles passeios falcatrua de turista que entra no esquema “me engana que eu gosto”. Fui até Bento Gonçalves pegar um trenzinho que ia até uma cidade próxima, Carlos Barbosa. Esquema caozeiro profissional... Mas tudo bem, foi divertido. Em outro momento, uma noite gaúcha, com direito as firulices dos peões e a graça das prendas nas danças folclóricas. Mais friorento que divertido.

Óbvio que o lugar tem seus encantos. Obrigatórios momentos de ecoturismo deram cor a alguns dias em meio à toda aquela friaca. Parque do Caracol, em Canela e o cânion de Itaimbezinho, em Cambará do Sul, fizeram parte do roteiro. De encher os olhos.

Mas é mole não pra um carioca, declaradamente um ser tropical, encarar temperaturas de 2, 4, 5, 6 graus. Quando fazia 14 já sentia até calor.

Mesmo com toda a ótima recepção da gauchada, o atendimento feito pelos caras não dá margem para críticas, voltar pro Rio de Janeiro, mesmo no inverno, é algo muito bom.
Momento de calmaria no trabalho e cá estou eu vencendo um pouco essa fase “macunaímica” e vindo dar uma postadinha. Deixo um pouco o “ai, que preguiça” de lado e chego mais no meu velho PPS, que completou sete anos de idade no último dia 29 de julho.

Sexta-feira, Julho 31, 2009

Como diria Macunaíma... "ai que preguiça" de postar.

Terça-feira, Junho 02, 2009

Por que esse bagulho saiu em itálico? Eu, hein.

Essas viagens a trabalho proporcionam coisas curiosas. Ano passado pude sobrevoar um trecho da floresta amazônica, bem na meiúca do estado do Amazonas. Foi um sobrevoo curto, feito por helicóptero, sobre o Rio Amazonas e um pedaço da mata. Eu sequer imaginava ver algo tão absurdamente belo. A grandiosidade do rio, aquele verde que seguia rumo ao horizonte em qualquer direção que eu olhasse me fizeram esquecer por completo o medo de altura. Uma oportunidade ímpar, reveladora e capaz de encher de orgulho viver em um país que conta com algo dessa magnitude.


Por outro lado, voando sobre a mesma floresta, só que sobre estados como Pará e Mato-grosso a coisa muda de figura. A quantidade de clarões em meio a mata que deveria estar fechada é escandaloso. Viajar durante o dia permite ver, além das incontáveis clareiras, várias colunas de fumaça subindo ao céu. Esquisito pensar que é a mesma floresta – separada por algumas centenas de quilômetros, é verdade – mas deveria ser a mesma paisagem. Ao menos ser menos desmatado.


Enquanto uma visão é de maravilhar a outra é incomodamente preocupante.

Segunda-feira, Maio 25, 2009

Nada pode ser mais divertido que o cotidiano e as pequenas surpresas que ele traz. No fim do ano passado, estava a trabalho na capital pernambucana. Estava hospedado em um hotel em Boa Viagem e tal, acordava todos os dias bem cedo pra pegar o caminho da labuta, não muito longe de Recife. Naqueles dias ensolarados pernambucanos, descia eu para encarar o dia e um senhora pegou o mesmo elevador que eu, ainda no hotel. Descíamos juntos e ela, meio tímida, meio constrandiga, olhou pra mim e me perguntou: "o senhor toca na banda de Cláudia Leite, né?". Pena. Pena para a senhora, não sou percussinista, não toco axé. Ao menos disse a ela que era jornalista e onde trabalhava.

Mas nesse fim de semana, mais sorrisos às custas desses desencontros. Estava eu na academia e o professor, que me vê com frequência e me orienta naquelas coisas de puxar ferro e tal, aproximou-se e meio na dele e perguntou: "você é ator? você não é o Baiano de Tropa de Elite?. É que uma alunda achou que você era e pediu pra eu perguntar" Sei... É, pois é, não sou eu.

Pior que os cornos de um tem nada a ver com o fucinho do outro. Vá entender as associações tortas que as pessoas fazem. Haha.

Terça-feira, Maio 19, 2009

Outro dia o Vicente aqui caminhava para casa, havia saído do academia e estava um pouco suado. Normal. Seguia com passos acelerados na direção do portão do prédio enquanto um casal ia em velocidade de lesma, olhando para os lados, totalmente despreocupado do mundo na mesma direção. Como eu ia mais rápido, aproximei-me. E chegando em frente ao prédio o marmanjo do casal, um sujeito branquelo de cabelo curto, bermuda e camisa vermelha, parou e ficou me olhando. Como se esperasse que eu fosse dar um susto, um bote, sei lá, como se eu oferecesse perigo. Parei, olhei pra ele com cara de "tá me olhando por quê?". Abri o portão e segui olhando pra ele. Não tinha o dia todo, entrei e bati o portão. Entrei, olhei pra trás e o marmanjo olhava e me apontava pra sua companheira. Ih, o cara... Um certo ódio tomou conta de mim, a sensação das pessoes em ver perigo nas outras com determinado tipo físico me causa a mais profunda irritação. Mas respirei, deixei o fair play tomar conta de mim e segui meu caminho.
Sábado a noite passava eu dirigindo pelo Estácio. Dirigia o carro de minha senhoura indo do Catumbi para o Rio Comprido. Bem em frente a subida do Morro de São Carlos há um sinal, um cruzamento. Isso a alguns metros da prefeitura carioca. Estava lá eu com o carro parado diante da luz vermelha e vem outro veículo visivelmente maior que aquele que eu dirigia. Farol alto, constantes aceleradas. Eu, hein. O motorista do referido carro jogou pro lado e acelerou. Pensei na hora: "perdi, é o bicho". Nada, foi passando ao meu lado um carro da Polícia Militar, na verdade um carro de um batalhão que era meio longinho dali. Ou seja, tava fora da sua área. Mas quem ia perguntar aos caras o que faziam ali no pedaço? Aceleraram e avançaram o sinal vermelho. Tchau, tchau pra eles, justo os carsas que, ao menos teoricamente ou na minha imaginação, deveriam dar o exemplo das normas a ser cumpridas. Haha. E vida que segue.